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História de Cananéia
Cananéia,
cidade histórica, região onde
foi disputada às demarcações
de terra e conflitos entre aventureiros e
piratas espanhóis, portugueses e franceses,
que passavam por ali a procura das riquezas
do novo mundo, principalmente as duas maiores
potências da época - Portugal
e Espanha. Pela cobiça em garantir
riquezas Portugal envia uma frota de navios
a procura de ouro nesta terras onde se achava
inexplorada.
Chega
aqui em 24 de Janeiro de 1502 a expedição
exploratória, comandada por Gaspar
de Lemos e o cartógrafo Américo
Vespúcio que dando o topônimo
à baias, cabos e enseadas, deu-se o
nome de Barra do Rio Cananor, trazia com eles
o misterioso Bacharel Mestre Cosme Fernandes,
degredado de Portugal pelo Rei D. Manuel,
como consta no Livro dos Degredos no Museu
do Tombo em Lisboa - a 25 graus de ladeza
da costa sul do grande mar oceano - o
que coincidia com a ilha do meio (Ilha do
Cardoso), onde fixaram o marco do Tratado
de Tordesilhas (Itacuruçá) em
frente à Ilha do Bom Abrigo.
Passado-se
anos a Coroa Portuguesa decide enviar mais
uma de suas expedições à
colônia, sob o comando de Martim Afonso
de Souza, a armada atraca na Ilha do Bom Abrigo,
em Cananéia, em 1531 (data mais tarde
considerada a de fundação oficial),
já havendo encontrado um povoado formado
junto com o Bacharel, 6 europeus vivendo em
família, duzentos mestiços e
mais de mil e quinhentos índios vivendo
na comunidade de Maratayama, assim era chamada
a antiga Cananéia, onde consta no Diário
de Navegação da Armada de Pêro
Lopes, irmão de Martim Afonso de Souza.
Cananéia
se vendo obrigada a ser testemunha dos conflitos
e pela muita embarcações que
aqui atracava, teve que desenvolver uma produção
de meios de transportes para as tropas que
se dirigiam ao Sul e reparos ás caravelas.
Dotada de um excelente porto natural, a construção
naval ganhou espaço durante os séculos
XVII e XVIII.
Em
1782 já contava com dezesseis estaleiros
e uma frota de mais de duzentas embarcações
produzidas. Já no século XIX
tal atividade decaiu em função
do avanço de extração
de madeira destinada à exportação,
desta forma a "indústria naval"
passou a servir quase que somente à
pesca.
Naquela
época Cananéia também
se vendo ameaçada dos constantes ataques
que, para se defender, construíram
na Praça Martim Afonso de Souza a Igreja
de São João Baptista, um edifício
do século XVI, sem janelas e com enormes
e fortes portões, tendo espaço
suficiente para que os Nativos pudessem colocar
através de suas fendas mosquetões
para se defenderem, além de igreja
era também uma espécie de Forte.
Hoje
Cananéia tem no turismo e na pesca
suas principais atividades e se destaca por
dentro dos seus limites seis importantes unidades
de conservação ambiental, além
de ser um importante núcleo urbano
tombado como Patrimônio Histórico
pelo CONDEPHAAT, onde se preserva um Patrimônio
de valor incalculável vistos através
dos casarões restaurados e ruínas
conservadas, marco junto ao descobrimento
do Brasil.
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